quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

aceitam-se palpites

Paulo Cunha, Presidente do PSD de Famalicão, foi o único líder local dos Partidos Políticos que não tem no "O Povo Famalicense" qualquer mensagem a propósito do 10º aniversário deste jornal semanal.

Não foi convidado para tanto? Não respondeu ao convite? O jornal esqueceu-se de o publicar? Não gostou do teor da resposta? Não respondeu porque não teve tempo? Respondeu muito tardiamente? Não respondeu porque não quis ser falso como outros? ...

aparentemente uma boa proposta

Mário Martins, num dos seus artigos semanais no "O Povo Famalicense", propõe a criação de um Centro Escolar no Louro, tendo como população alvo, além das crianças desta freguesia, as das freguesias vizinhas de Mouquim, Lemenhe e, eventualmente, os lugares de Vilar d'Este e Coura, da freguesia Nine.

O Centro Escolar, a implantar no lugar de Salgueiros, poderia receber o nome de Arthur Cupertino de Miranda, homenageando-se, também por essa via, um homem de referência na arte, cultura e educação para toda aquela zona do concelho.

O Vereador da oposição, vai mais longe, e equacionando que no futuro este Centro Escolar, possa transformar-se numa Escola Básica Integrada, aliviando assim a sobrelotação da EB2, 3 D. Maria II e a EBI de Arnoso Santa Maria.

Esta é aparentemente uma boa proposta. Aguarda-se que Mário Martins a submeta à discussão da Câmara Municipal.

josé viale moutinho doa

O ensaísta e escritor José Viale Moutinho vai doar o seu espólio camiliano ao município de Vila Nova de Famalicão, enriquecendo o acervo da Biblioteca do Centro de Estudos Camilianos e da Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide.

Entre as obras oferecidas, destaque para volumes raros de Camilo publicados no estrangeiro, nomeadamente no continente asiático e países de leste, como a tradução romena de “Amor de Perdição”, realizada por Alexandre Popescu. A novidade foi avançada pelo próprio Viale Moutinho, um dos maiores coleccionadores de edições estrangeiras do romancista, na última quinta-feira, durante a primeira apresentação pública da obra “Memórias Fotobiográficas de Camilo Castelo Branco (1825-1890)”, da editorial Caminho, que decorreu no auditório de S. Miguel de Seide (in Presspoint).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

fernando rosas aplaude

Fernando Rosas aplaude Politica Cultural do Municipio.
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O Historiador do Bloco de Esquerda destaca "grande vitalidade científica que se vive" na cidade. “Os Encontros de Outono são a demonstração da grande vitalidade científica que se vive em Famalicão. São um projecto nacional e o ponto de encontro anual de alguns dos melhores historiadores e investigadores portugueses.”
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Estes foram apenas alguns dos elogios proferidos pelo historiador e deputado do Bloco de Esquerda Fernando Rosas, durante a sua conferência nos Encontros de Outono 2009, neste fim-de-semana, uma iniciativa anual de reflexão e debate promovida pela Câmara famalicense, através do Museu Bernardino Machado, que este ano versou a temática das Eleições em Portugal, desde a I República ao Estado Novo.“
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A Câmara de Famalicão tem sabido manter a tradição de investimento na cultura, que nos permite estar aqui hoje, nesta terra que é de Camilo Castelo Branco e de Bernardino Machado”, frisou Fernando Rosas, salientando “o dinamismo” do coordenador científico do Museu Bernardino Machado e dos Encontros de Outono, Norberto Cunha, “ao qual se junta o apoio do município, um investimento ímpar do ponto de vista do que se passa no país”, acrescentou o historiador (in Digital de Vizela).

sábado, 21 de novembro de 2009

muito mal informado

Armindo Costa, anunciou ontem na abertura de mais uma edição dos “Encontros de Outono”, que Vila Nova de Famalicão é o único município do país com um programa próprio de comemoração do Centenário da I República.

Armindo Costa está mal, muito mal informado. Vários Municípios do País têm e estão há muito a cumprir os seus programas municipais de comemorações do Centenário da I República Portuguesa: Lisboa, Santarém, Figueira da Foz, Setúbal, Coimbra, Portimão, Sertã, Cartaxo, Alpiarça, entre tantos outros.

Fica a dúvida se Armindo Costa se deitou a advinhar ou se foi mal informado pelo Vereador da Cultura, Paulo Cunha, pelo director do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha ou se por algum dos seus assessores.

acabou-se a figura decorativa

O Pelouro da Saúde existe na Câmara Municipal há muitos anos mas ninguém parece dar pela sua existência. Nos últimos dois mandatos esteve, primeiro nas mãos de José Santos e depois nas de Ricardo Mendes. Desconhece-se o trabalho que produziram. Sempre que surgiram polémicas no sector, designadamente as relacionadas com o Hospital, os Centros e Extensões de Saúde, foi Armindo Costa que sempre apareceu em nome do executivo.

Pedro Sena, o novo titular do Pelouro, não quer ser uma mera figura decorativa e demonstrou-o na primeira oportunidade. Perante uma manifestação da população de Nine que pretende um médico a tempo inteiro na Extensão de Saúde daquela freguesia, não sacudiu a água do capote, não se limitou a escrever ou a reencaminhar o assunto para a ARS Norte, entidade de tutela. Meteu os pés ao caminho, reunindo de imediato com o Director do Centro de Saúde, não só para dar conta do descontentamento da população, mas sobretudo exigir que sejam encontradas soluções.

preparar o caminho

Falhada a promoção a Secretário de Estado, Fernando Moniz regressa ao Governo Civil de Braga, cuja nomeação ocorreu nesta quinta-feira.

Esta é a terceira vez que Fernando Moniz assume o cargo de Governador Civil depois de ter desempenhado essa função entre 12.11.1999 a 17.09.2001 e 05.04.2005 a 14.08.2009.

O regresso ao Palácio dos Falcões implica o abandono da Assembleia da República para onde já fora eleito como Deputado por cinco vezes. A sua passagem pelo Parlamento português (V, VI, VIII, IX e XI Legislatura), salda-se por um completo fracasso. Ficou mais conhecido, em termos nacionais, pela sua implicação no escândalo das "Viagens Fantasmas" do que pela sua actividade de deputado. Ao longo dos vários anos, que esteve sentado nas cadeiras do hemiciclo do Palácio de S. Bento, apenas usou da palavra por quatro vezes, três delas para meros pedidos de esclarecimento.

O seu regresso ao distrito é visto como um acto preparatório da sua segunda candidatura à Presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, nas eleições autárquicas de 2013, que não contarão com a presença de Armindo Costa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

vergonhoso

O pedido de suspensão das vereadoras Márcia Oliveira (CDS/PP) e Irene Alferes, na foto (PSD), diga-se o que se disser, é uma completa vergonha.

Armindo Costa sempre exigiu que os seus vereadores assumissem os mandatos a tempo inteiro. É claro que as mesmas contavam com a vitória da coligação PSD/PP. É claro que não foi passados três dias depois da tomada de posse, em que juraram “cumprir com lealdade as funções que eram confiadas", que se aperceberam que não estavam em condições de cumprir aquele requisito. É claro que aceitaram integrar a lista apenas para cumprir a Lei da Paridade. É claro que se dispuseram desde o início a sair para lugar aos homens. É claro que isso interessava politicamente à coligação, pois não perdiam o direito à subvenção estatal, nem abriam brechas no eleitorado feminino. É claro que a suspensão é o primeiro passo para a renúncia definitiva. É por tudo isso que ao contrário dos anteriores actos eleitorais, a coligação desta vez não apresentou a vereação, nem a fez constar no material de campanha.

O comportamento destas duas senhoras e o da coligação PSD/PP envergonha as mulheres, envergonha a politica e ofende os eleitores que votaram na maioria do centro-direita.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

distraído

A propósito do processo de elaboração do Plano de Pormenor da Área Central da Cidade de Vila Nova de Famalicão, António Cândido Oliveira, questiona hoje na sua habitual rúbrica do "O Povo Famalicense" se a página Web do municipio dispõe de informação acessível sobre o assunto?
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Se o Senhor Professor Catedrático da Escola de Direito da Universidade do Minho, Presidente do Centro de Estudos Jurídicos do Minho, Director do Mestrado em Direito das Autarquias Locais, Director das Revistas “Scientia Iuridica”, “Cadernos de Justiça Administrativa” e “Direito Regional e Local” e Administrador do Blog "Democracia Local", antes de escrever, tivesse acedido ao Portal do Municipio, não passava por distraído. A informação está lá e já a algumas semanas.

em trajectória de perda de poder

Leonel Rocha continua a trajectória de perda de influência e poder. No primeiro mandato de Armindo Costa, tutelou os super pelouros da Educação e Cultura, a que se juntavam os pelouros menores da Juventude e do Desporto. No segundo mandato, manteve a Educação e Cultura. Agora foi a vez de ficar sem a importantissima pasta da Cultura que nos últimos anos, pelas melhores razões, colocou Famalicão no mapa de Portugal. A retoma do Desporto, não chega para disfarçar o seu declinio no seio da coligação PSD/PP.

sábado, 7 de novembro de 2009

repetentes, estreantes e regressados

A renovada Assembleia Municipal foi instalada na passada segunda-feira, apresentando-se como um misto de repetentes, estreias e regressos, uns mais concelhios que outros da sociedade civil e dos meios políticos locais.

Entre os estreantes e os regressados alguns são figuras de destaque concelhio.

Adelina Ortiga (PS)
Presença habitual nas reuniões da assembleia municipal, não nos lugares reservados aos deputados, mas aos do público, não se lhe reconhecem especiais capacidades politicas. É uma das mais activas militantes socialistas. Irrequieta, conflituosa e profundamente sectarista, envolve-se em todas as disputas eleitorais, internas ou externas.

Ana Paula Costa (PS)
Actualmente adjunta no Governo Civil de Braga, esta antiga vereadora de Agostinho Fernandes entre 1994 e 2001, foi e continua a ser uma das maiores aliadas de Fernando Moniz.

Carlos Sousa (PS)
Antigo deputado à Assembleia da República, escreve regularmente no "O Povo Famalicense". É uma das vozes mais criticas do Partido Socialista concelhio. Em 2006 chegou a afirmar que a Secção Famalicense do PS era um pequeno laboratório do que pior se podia encontrar na politica. Sem sucesso fundou o denominado grupo de reflexão "Clube de Politica Salgado Zenha" que se assumia como uma terceira-via, propondo-se acabar com o clima de guerrilha interna da estrutura.

Durval Tiago Ferreira (CDS-PP)
Antigo líder da concelhia famalicense, regressa à Assembleia Municipal, depois de 8 anos como número três do executivo de Armindo Costa. Foi na Assembleia Municipal que começou a dar nas vistas, mais concretamente entre 1994 e 2001.

Jorge Paulo Oliveira (PSD)
Tem um percurso muito semelhante ao de Durval Tiago Ferreira, companheiro de coligação. Também ele se destacou na Assembleia Municipal entre 1994 e 2001, ao ponto de ser catapultado para o nº 2 de Armindo Costa. Sai da Câmara Municipal ao fim de dois mandatos depois de ter falhado a sua eleição para a Assembleia da República.

José Luís Araújo (BE)
É tido como um dos melhores quadros do Bloco de Esquerda cuja lista à Assembleia Municipal encabeçou, duplicando o número de mandatos. Escreve regularmente no "Opinião Pública" sob o título "Maré Alta" e anima um blog que adopta o seu nome.

Nuno Vieira (PS)
Preside à Juventude Socialista de Famalicão. Em Abril de 2007 derrotou André Oliveira, candidato apoiado por Fernando Moniz e Nuno Sá à liderança da estrutura juvenil. Nunca se livrou da fama de ser um ponta de lança da facção de Maria José Gonçalves, Duarte Santos e do entretanto expulso Fernando Salgado.

Rubim Santos (PS)
Será o novo Líder do Grupo Municipal do Partido Socialista. Foi vereador de Agostinho Fernandes durante três mandatos consecutivos (1986-1989, 1990-1993 e 1994-1997), período em que foi responsável por diferentes pelouros, entre eles o Urbanismo e o Ambiente. No mandato de 1998-2001 tomou posse como Deputado Municipal. Regressou à vida autárquica no último mandato como vereador da oposição.

elogios e recados

Na hora da despedida os homens do desporto motorizado, mais concretamente a associação "Válvulas & Cilindros", comissão organizadora da 4ª Super Especial de Vila Nova de Famalicão que se correu no passado sábado, não deixaram de elogiar o trabalho do até aqui Vereador do Desporto, dedicando-lhe uma página da publicação divulgadora do evento.

"O Vereador Jorge Paulo Oliveira, foi a verdadeira alavanca que tornou possível esta Super Especial. Entusiasmou-se desde logo com a ideia, defendeu-a junto do seu Presidente e colegas de vereação e correu riscos sem medo de salvaguardar a imagem. A sorte protege os audazes, mas o imenso trabalho que deu a todo o seu gabinete influenciou decisivamente o rumo da sorte, daí ao êxito foram só mais alguns passos".

A Comissão Organizadora vai mais longe e deixa mesmo um recado ao novo titular da pasta do desporto "que saiba dar continuidade ao excelente trabalho em prol deste desporto que o Jorge Paulo deixa em tão bom andamento."

do homo sapiens ao "homo agachadinhus"

"Num sentimento muito pessoal, lamento na hora da despedida, que o Dr. Jorge Paulo Oliveira, dedicado militante e um social-democrata de raiz, abandone sem honra nem glória o lugar que ocupou na ribalta da política local, concretamente nas funções de vereador. retirando-se politicamente diminuído. E pessoalmente descredibilizado pelos seus detractores.
O processo pelo qual o homem se deixa passar, transformando-se de "homo sapiens" em "homo agachadinhus" é de uma atroz indignidade! de todo nem sempre compensador, afinal, como se pode concluir". Edna Cardoso, O Povo Famalicense, 3 de Novembro de 2009.
Com amigos destes, Jorge Paulo Oliveira, bem pode dispensar os seus inimigos.

sem concorrência

Nuno Melo foi eleito na passada segunda-feira Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão. Ao contrário do ocorrido em 2002 e 2005, onde teve a concorrência de Salvador Coutinho (MAF) e Silvio Sousa (CDU) respectivamente, desta feita foi o único a submeter-se a votos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

novo líder do grupo municipal socialista

Rubim Santos foi anunciado como o novo Líder do Grupo Municipal do Partido Socialista. O conhecido advogado foi vereador de Agostinho Fernandes durante três mandatos consecutivos (1986-1989, 1990-1993 e 1994-1997), período em que foi responsável por diferentes pelouros, entre eles o Urbanismo e o Ambiente. No mandato de 1998-2001, depois de deixar o executivo camarário, tomou posse como Deputado Municipal. Esteve ausente da vida autárquica no primeiro mandato da coligação eleitoral PSD/PP e de Armindo Costa à frente da Câmara Municipal. Regressou no último mandato ao executivo camarário, como vereador da oposição, onde foi claramente o porta-voz dos socialistas.

o único responsável

Num acto de grande dignidade politica assumiu-se como o único responsável pela derrota do PS nas eleições autárquicas de 11 de Outubro. É um dos grandes responsáveis pelo desaire socialista mas não é certamente o único. O problema é que mais ninguém se assume como tal, nem mesmo Fernando Moniz, Presidente da concelhia socialista, que demorou três semanas, uma eternidade em politica, para fazer a análise dos resultados, não assumindo qualquer culpa no cartório. Se o fizesse teria de abandonar a liderança da estrutura, o que não acontecer segundo as suas palavras. Reis Campos é um homem cada vez mais solitário.

a não vitória de fernando moniz

Tal como num jogo de futebol, num embate eleitoral há três resultados possíveis: vitória, derrota ou o muito incomum empate.
As vitórias ou as derrotas podem ser mais ou menos expressivas, podem indiciar um caminho de crescimento ou de decréscimo da implantação da sua base eleitoral, podem dar alento ou causar preocupação, podem ser adiantadas justificações e atenuantes, mas em face dos objectivos que cada força partidária definiu em concreto, ou se sai vitorioso ou derrotado. Certo?! Não.
Segundo Fernando Moniz, há as não vitórias.
Foi esta a expressão que se socorreu o Presidente da Concelhia do PS para classificar os resultados das últimas eleições autárquicas. O PS não ganhou a Câmara Municipal, não ganhou a Assembleia Municipal, perdeu no computo geral um deputado municipal, uma Junta de Freguesia e vários mandatos nas assembleias de freguesia, perdeu mais de três mil e quinhentos votos, foi a única força política que não subiu a sua votação. Se mesmo assim não sofreu uma derrota, o que seria se, no entender de Fernando Moniz, o Partido Socialista tivesse de facto sido derrotado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

patranha

Tal como Agostinho Fernandes, seu antecessor nas Eleições Autárquicas de 2005, como cabeça de lista pelo Partido Socialista à Assembleia Municipal, Salvador Cabral também não vai exercer o cargo de deputado apesar de ter tomado posse. Afinal onde fica a alegada mais-valia que dizia representar a sua candidatura? Onde fica a sua disponibilidade para servir o seu Município? Teria a mesma atitude caso saísse vencedor do acto eleitoral? Salvador Cabral a todos “enganou” os que nele votaram, mas também todos os demais que mostraram preferência por outros candidatos. O Partido Socialista sai com esta patranha, como já começa a ser regra, mais uma vez descredibilizado aos olhos dos famalicenses.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

afronta aos portelenses

Uma Câmara Municipal executar uma obra num bem que sendo público não é porém sua propriedade, não está sob a sua alçada ou tutela e o faz sem a autorização do seu legitimo proprietário, no caso presente uma Junta de Freguesia, e mesmo contra a sua vontade é um acto que além de ilegal, constitui um profundo desrespeito pela legitimidade democrática. Assim aconteceu num caminho vicinal que está sob a tutela da Junta de Freguesia de Portela. A obra mandada executar por José Santos, Vereador das Obras Municipais, não afronta apenas o Presidente da Junta, mas os Portelenses que elegeram o Presidente da Junta para gerir a freguesia, no quadro normativo actual, e não o Vereador da Câmara Municipal. É justificável por isso o embargo da dita obra por parte da Junta de Freguesia. Se a isto acrescentarmos que o motivo que teria levado aquela intervenção se prende com questões de natureza de saúde pública, não se percebe porque tal intervenção não foi feita por Ricardo Mendes, Vereador do Pelouro. Neste quadro, e sabendo-se que a apresentação da coligação PSD/PP foi feita no Restaurante que beneficia da projectada intervenção, ganha pois força as palavras de Daniel Machado, Presidente da Junta de Freguesia da Portela “"Na freguesia não se aceita obra tão importante só para beneficiar, dizem, um amigo do senhor Presidente da Câmara".

um pode fazer toda a diferença

Adelino Mota, deputado municipal pelo BE parece ter sido o único dos deputados, a ler a extensa documentação sobre a Adesão do Município de Vila Nova de Famalicão à Resinorte, empresa que vai gerir a ETRSU de Riba de Ave e os resíduos de cerca de 40 municípios. A leitura foi de tal modo cuidada que acabaria por descobrir que aquela empresa se prepara para instalar na Quinta do Mato, uma Incineradora, mas que surge pomposamente sobre a designação de Centro de Valorização Energética. A sua descoberta e denúncia pública no seio da Assembleia Municipal, deixou o executivo camarário embaraçado e abriu uma intensa polémica que está longe de terminar. Este é um daqueles casos em que um só deputado e o BE só tem um deputado municipal, entre os 99 que compõem o órgão deliberativo do Município, fez toda a diferença.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

facto histórico

Lidera uma das maiores concelhias do Partido Social Democrata, naquele que é também um dos maiores Municípios Portugueses, denominado em termos autárquicos também por este Partido. Não obstante tudo isto, Vila Nova de Famalicão, ficou de fora dos lugares elegíveis à Assembleia da República. A primeira vez desde os tempos da Assembleia Constituinte e onde chegou a ter, diversas vezes e simultâneamente, mais do que um representante. Além disso viu a sua estrutura partidária, ser ultrapassada por outras concelhias bem menos importantes em termos de militância e representatividade eleitoral. Paulo Matos Cunha pode não ter qualquer responsabilidade no sucedido, mas este facto ficará para sempre ligado à história do PSD de Famalicão e sobretudo ao seu mandato enquanto Presidente da Comissão Politica local.

muitas interrogações

Depois de oito anos na Assembleia Municipal, seguidos de outros tantos no Executivo Camarário, era expectável que Jorge Paulo Oliveira, destacado militante do PSD de Vila Nova de Famalicão, ocupasse um lugar elegivel na lista dos sociais democratas à Assembleia da República pelo Circulo Eleitoral de Braga. O 10º lugar, inelegível directamente, tem sido alvo de muita conversa e sobretudo de muitas interrogações no meio "laranja".

tudo em vão

Forçou a sua permanência na Lista de Deputados do PSD à Assembleia da República pelo Circulo Eleitoral de Braga, criou inclusive uma quota distrital para a qual se auto nomeou, tentou estar com todos, “tomando” o pequeno almoço com Pedro Santana Lopes, almoçando com Pedro Passos Coelho e jantando com Manuela Ferreira Leite, mas no final o seu mau desempenho enquanto deputado, um dos mais faltosos e sem trabalho politico, falou mais alto, ditando o seu afastamento.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

não gosto de tractores

Fernando Moniz, Governador Civil de Braga e Presidente do PS de Famalicão, mandou as forças de segurança barrar a entrada na cidade de Braga dos agricultores que se manifestavam ontem contra o Ministério da Agricultura exigindo o apoio governamental para enfrentarem a subida do preço do gasóleo e dos restantes custos de produção. Os cerca de 50 agricultores foram barrados por duas carrinhas da PSP e 15 agentes policiais, junto ao Estádio Municipal, numa estrada secundária que tem normalmente pouco trânsito. Nos vários acessos à cidade foi montado um forte cordão policial para impedir a entrada de tractores na cidade dos Arcebispos.

A Associação de Agricultores de Braga acusou o Governo de ter mandado quarta-feira a GNR a casa de vários agricultores para lhes pedir que não levassem os tractores para a manifestação, com o argumento de que poderiam sofrer as consequências, nomeadamente multas, se fossem à manifestação.

Com estes actos, bem pode Fernando Moniz apregoar os valores da democracia, do direito à manifestação e da indignação que dificilmente alguém lhe levará a sério. A verdade é que Fernando Moniz convive mal com a contestação. Ainda todos se lembram de que este responsável governamental, um ano depois da ocorrência dos factos, pediu a reabertura do processo contra os sindicalistas que participaram na manifestação realizada em Outubro de 2006, em Guimarães, por ocasião da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, numa atitude “salazarista” que não se coaduna com os valores conquistados em Abril de 74.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

sinceramente ...


Passar boa parte da reunião da Assembleia Municipal a degustar "Maltesers", a lambuzar-se com chocolates foi o que fez José Santos, Vereador do Ambiente e das Obras Municipais, na última reunião do órgão deliberativo. Não, não foi às escondidas mas em plena sala, na mesa destinada ao executivo camarário e perante o olhar incrédulo dos deputados e do público presente. Julgo que este inqualificável comportamento não será corrigido pela oferta de uma manual de etiqueta, nem pelo ensinamento das mais elementares regras de educação, de protocolo, de sentido de estado, mas apenas com uma boa “reprimenda” de Armindo Costa. Sinceramente …

e joane é aqui tão perto


Porfírio Carvalho, venceu as eleições para o Núcleo do PSD de Joane nos inícios de Março. A sua “vitória clara”, no acto eleitoral que contou com uma participação de 87% dos militantes com capacidade eleitoral não parece ter chegado ao conhecimento da Concelhia do PSD. Passados que estão 4 meses, o sitio desta estrutura política, continua teimosamente a indicar Fernanda Faria como a Presidente do Núcleo daquela Vila. Recorde-se que Porfírio Carvalho, derrotou Miguel Azevedo, o candidato que Fernanda Faria se empenhou em eleger.

terça-feira, 24 de junho de 2008

nada a declarar

O famalicense Virgílio Costa, Presidente da Comissão Politica Distrital do PSD, tem os seus vencimentos de deputado parcialmente penhorados por dívidas fiscais. Parcialmente porque a lei não permite a penhora total dos vencimentos, mas apenas até ao limite de um terço, o que já aconteceu.

Desde o início desta legislatura em 2005, Virgilio Costa não tem qualquer anotação no seu registo de interesses para além da sua profissão principal de empresário. Nenhuma empresa, nenhuma participação social ou quota de sociedades, nenhum familiar (cônjuge ou filhos) com empresas declaradas.

Tal facto poderá não corresponder à verdade. Segundo o Líder do PS de Celorico de Basto, Manuel Lopes Machado, reportando-se a uma peça jornalística do jornal “24 Horas”, Vírgilio Costa será sócio-gerente de uma empresa, com sede naquele município, que terá sido objecto de penhora por força das dívidas fiscais do deputado social-democrata.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

insegurança nas escolas

Na memória de todos portugueses, estão as balizas que caíram e mataram ou acidentaram crianças. A queda de uma baliza sobre uma criança de 8 anos, provocando-lhe ferimentos ligeiros, na Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Cima de Pele, na Vila Joane, coloca-nos a singela questão: Como é possível? Simples a baliza estava podre por falta de manutenção! Sabia-se que as salas estão em mau estado, as casas de banho impróprias e os logradouros mal tratados. Agora são as balizas que não oferecem segurança. O Vereador da Educação, Leonel Rocha, promete há cinco anos avultados investimentos, que nunca realiza. Os resultados estão à vista de todos.

terça-feira, 12 de junho de 2007

louvor e reconhecimento

O voto de louvor e reconhecimento proposto pelos vereadores do PS, à organização da exposição “Pedra Formosa – Arqueologia Experimental de Vila Nova de Famalicão”, patente no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, não é dirigido a ninguém em particular, antes englobando o executivo camarário, técnicos e os trabalhadores da autarquia. A haver individualizações, o Vereador da Cultura, Leonel Rocha (na foto), merece colher a fatia maior dos louros da iniciativa.

expectativas

Armindo Costa nunca prometeu a vinda do parque de diversões da Bracalândia para Famalicão, mas não deixou de usar essa possibilidade como um trunfo durante a última campanha eleitoral autárquica. Criou fortes expectativas aos famalicenses, como já as havia criado com a instalação da Efacec. Volta a fazê-lo com a anunciada vinda de uma fábrica de componentes automóveis. Sempre que tais expectativas saem goradas, não se lhe pode apontar falta de palavra, mas não pode ficar imune à crítica. Porquê? Porque é responsável pelo sobreaquecimento das expectativas. Pior mesmo é vir dizer que este ou aquele investimento não interessava, como o fez com a Bracalândia, depois de ter dito exactamente o contrário.

hábitos presidenciais

Dizia-me um amigo que o novo vice-presidente da câmara municipal, José Santos (na foto), está cada vez mais parecido com o Presidente. Segundo ele, ao longo dos últimos quatro meses procurou sem sucesso agendar uma reunião com aquele. As três tentativas saíram fracassadas, porque coincidiram sempre com o gozo de pequenos períodos de férias do Vereador, um hábito que até agora só se conhecia a Armindo Costa.

haja decência

Invocar a falta de trabalho político para encerrar a secção do PS na Vila de Ribeirão é a justificação mais caricata e absurda que alguém podia encontrar. Ninguém tem a menor dúvida que esta é mais uma das tentativas de Nuno Sá e de Fernando Moniz de calarem, silenciarem e expurgarem do PS, todos aqueles que não estejam a seu lado, como é o caso. Armindo Costa e a Coligação PSD/PP agradecem o gesto. O que já pouca gente terá, é paciência para aturar Nuno Sá (na foto) e as suas constantes lições de moral, de democracia e pluralismo de opinião.

domingo, 13 de maio de 2007

nada mudou

Iniciadas em 2005, por altura das eleições Autárquicas, as obras do Posto de Turismo e zona envolvente com um prazo de execução de 150 dias, ainda não estão concluídas, apesar de inauguradas em finais de Outubro de 2006. Mudou o vereador das Obras Municipais, José Santos (na foto) substituiu Jorge Carvalho, mas ao fim de seis meses, continua tudo na mesma. Só pachorrentamente as obras avançam e quando param, nunca se sabe quando recomeçam. Há semanas que não se vê ninguém em obra. Pior seria difícil.

o sustentável e o insustentável

É sustentável que um deputado municipal assuma posições contrárias ao seu Partido? Sim, foi isso que fez o deputado Tavares Bastos (na foto) do CDS-PP. É sustentável que esse mesmo deputado defenda e exponha em plena assembleia municipal as razões da sua discordância? Sim. É sustentável que por força dessa discordância anuncie publicamente rever a sua posição no partido? Sim. É sustentável que na defesa da sua opinião esse mesmo deputado seja ofensivo para com membros da sua bancada. Não. É sustentável que um membro de um partido aceite integrar as suas listas mesmo discordando, ainda que parcialmente, do seu programa eleitoral? Não. É sustentável que aproveite o cargo para denunciar as razões da sua discordância quanto a essa promessa eleitoral? Não. Nada disto é sustentável mas foi tudo isso o que fez o deputado Tavares Bastos. Não teve peias em integrar a coligação eleitoral do PSD/PP que se comprometera eleitoralmente a construir uma nova cidade desportiva em sítio diferente do actual estádio e dar um novo destino aos terrenos desocupados, aproveitou-se do cargo e ainda conseguiu ofender, na própria Assembleia Municipal, os dois jovens deputados do seu partido que o antecederam nas intervenções.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

mais um desastre ambiental

Vila Nova de Famalicão volta a ser palco de mais um grave atentado ambiental decorrente da laboração de um empresa de abate de animais e transformação de carnes. Depois daquele que ficou conhecido como o Tripanário de Vermoim, chegou a vez da freguesia de Requião. Nos últimos dois meses no lugar de S. João da Pedra Leital têm sido despejadas directamente para um caminho e para o riacho àgua ensaguentada e outros detritos. De José Santos, vereador do Ambiente, não se conhece publicamente qualquer acção ou reacção, o que é intolerável ao fim de dois meses de desastres ambientais.

vice-presidente

Nuno Melo foi ontem eleito vice-presidente da Assembleia da República, com 163 votos a favor, 38 votos em branco e 3 nulos. Nuno Melo não terá as mesmas possibilidades de protagonismo que as concedidas quando liderava a bancada parlamentar do CDS-PP, mas o lugar institucional que passa a ocupar e as responsabilidades que lhe são atribuídas só estão ao alcance de muito poucos.

a dúvida?

Quem visitar o blog da Juventude Socialista de Vila Nova de Famalicão, depara com a seguinte mensagem: "REESTRUTURAÇÃO DE CONTEÚDOS, Prometemos novidades em breve..."
Esta mensagem foi colocada online desde que Nuno Vieira (na foto), venceu as eleições para a presidência daquela estrutura política juvenil. Sabendo-se que Nuno Vieira derrotou André Oliveira, o candidato de Luis Moniz, fica a dúvida: a dita "reestruturação" é já o reflexo da reestruturação da estrutura, da acção e da estratégia prometida por Nuno Vieira, ou apenas uma pequena vingança dos seus antecessores...?

falhanço em toda linha

Falhanço em toda a linha é o que se pode dizer da presidência do Futebol Clube de Famalicão de Manuel Martins (na foto). Todas se recordam das suas repetidas promessas. Colocar, em dois anos, o F.C.F na 1ª Liga, sanar o passivo financeiro do clube e dotá-lo de património próprio. O clube mais representativo do concelho caiu para a 3ª divisão, os problemas financeiros agudizaram-se e património próprio só mesmo em sonhos. Pode ter sido um presidente esforçado, mas os discursos inflamados, as criticas quantas vezes injustas, as denúncias infundadas e falsas, a sistemática mudança de rumo e de estratégia, as sucessivas promessas nunca cumpridas, a entrada e saida de treinadores, os salários em atraso e a falta de adesão da sociedade civil, conduziu o FCF para o abismo.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

mais lenha para a fogueira


Carlos Sousa, que há pouco mais de um ano escrevera que a Secção de Famalicão do PS era um pequeno laboratório do pior que se podia encontrar na política, está de regresso. Liderando o auto-denominado “Clube de Politica Salgado Zenha”, assume-se como uma “terceira via” propondo-se terminar o clima de guerrilha intestina que impera no seio da estrutura socialista local. Pela certa teremos mais lenha para a fogueira. Todos os que no PS local se agrupam em nome de uma alternativa, não passam de pequenos exércitos dispostos a tudo para chegarem ao topo da estrutura. A guerra entre "Moniz" e "Agostinho", até pode pertencer ao passado, mas subsiste uma pior - a guerra entre "Moniz", "ex-Mafistas", "Maria José, Salgado & Cª" a que juntam agora os "sousistas".

o mistério das pombas


O Programa das comemorações do 25 de Abril, proposta pelo vereador da Cultura (na foto), fazia referência a uma largada de pombos, por volta das 10h00, nos jardins dos Paços do Concelho, a seguir ao hastear da bandeira, esta ao som do hino nacional interpretado pela Banda de Música de Famalicão, mas ninguém viu as aves símbolo da paz e da liberdade. Um mistério que Leonel Rocha, tarda em justificar.

indiferença

Se descontarmos o ressentimento de Edna Cardoso, antiga vereadora da Educação, para com seu sucessor e ex-adjunto, Leonel Rocha (na foto) e, darmos por verdadeiros os factos relatados é difícil não concordar com o seu artigo no “O Povo Famalicense” (O que mudou afinal?). Apresentar com a maior naturalidade, uma proposta de apoio às actividades das escolas para o presente ano lectivo – 2006/2007 – a um mês e alguns dias do seu final, é, como refere “um exemplo acabado do que é a inércia”. Diríamos mais, é a total indiferença pelas actividades que pretenseamente se apoiam.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

não fui eu, foi ele


A culpabilização e a desculpabilização são actos corriqueiros na política, mesmo entre parceiros. Veja-se um episódio retratado na edição desta semana de “O Povo Famalicense”. Sobre a colocação de uma floreira junto à Rua Camilo Castelo Branco, Durval Tiago Ferreira, vereador do pelouro Jurídico e Contencioso (primeiro na foto), remete as explicações para o seu colega José Santos, vereador do pelouro do Ambiente (segundo na foto), que informa a jornalista que o primeiro é que pode dar as explicações, que, por seu turno, acaba por não dar explicação alguma por não ter sido possível contactar. A novela segue para a semana.